Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Entre sóis e céus, eis que ele surge como um ponto verde em meio à imensidão cinza da capital. Encantador por essência, agregador por tradição. Espaço de ideias, de cultura e conhecimento; ambiente de lazer, encontros e desencontros. Gira tempo, gira roda, gira vida: giram causos e histórias que fazem dele um verdadeiro troféu paulistano.
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| Fonte: www.trevotur.com.br |
Inaugurado em 1954, em comemoração aos 400 anos de São Paulo, o Parque Ibirapuera reúne todas as diferenças. Por ser uma das mais importantes áreas verdes da cidade, o espaço atrai milhares de pessoas, principalmente aos finais de semana, que buscam fugir um pouco da rotina de concreto semanal. Um piquenique, uma caminhada, o contato com a natureza: esses são apenas alguns detalhes que caracterizam a sua atmosfera acolhedora.
Mas será que ele está pronto para receber todos os tipos de público? Será que o Ibirapuera consegue abraçar todas as diferenças igualmente? Como se estabelece a relação espaço/indivíduo com as pessoas com deficiência? Esse ainda continua sendo um problema estrutural que desafia a lógica do seu caráter receptivo.
O conceito de acessibilidade ainda é algo bastante deturpado no seio da sociedade contemporânea. Assim como em muitos lugares e atrativos turísticos, o parque ainda restringe as suas políticas de inclusão à deficiência física, ignorando outras necessidades de adaptação. A ausência de piso tátil, áudio guias e monitores, por exemplo, compromete os princípios de autonomia e segurança para um deficiente visual, limitando o seu acesso ao espaço.
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| Fonte: www.thaisfrota.com.br |
E mesmo para os deficientes físicos, a visita também se torna desafiadora. Além de enfrentar suas próprias limitações, o parque ainda impõe barreiras estruturais para o deslocamento. As vias principais acabam se tornando o espaço mais seguro para o passeio, já que caminhos alternativos em meio à vegetação (que são bastante utilizados por pessoas sem deficiência para os mais diversos tipos de atividades) inexistem ou estão em mau estado de conservação. Com relação aos banheiros adaptados, eles também estão lá, porém muitos deles se encontram fechados ou bloqueados para uso.
Já equipamentos como os museus, o planetário, os centros culturais etc, são de fácil acesso. As quadras esportivas também permitem a entrada de cadeirantes de forma autônoma. Em função dessa facilidade, esses pontos acabam se tornando os locais mais indicados para circulação dos visitantes com deficiência física. Lá podem ser realizadas atividades ao ar livre com o devido espaço para a alocação de materiais de recreação, além de permitir uma maior movimentação dos mesmos.
Apesar das restrições e da necessidade de se pensar um espaço de forma universal, o Ibirapuera ainda continua sendo uma referência no que diz respeito a equipamentos de lazer na capital paulista. Mais do que um local de visitação e/ou divertimento, o parque representa uma cultura de ócio, de descanso para o paulistano. Pela sua importância para a população e para a cidade, evidencia-se a necessidade de torna-lo cada vez mais abrangente, diminuindo barreiras quem possam limitar o seu uso.








2 comentários:
Olá! Gostei muito da sua proposta, trabalhar, provocar diálogos em relação a acessibilidade e lugares tão frequentados por um número grande de pessoas e com tamanha diversidade. Parabéns! ( Também gostei da comunicação visual).
Igor!
Gostei do blog, e o post traz à discussão tema fundamental para o desenvolvimento do turismo, e da integração nos espaços urbanos. E não é possível desenvolver turismo numa cidade como São Paulo sem pensar no acesso aos atrativos e espaços de lazer.
Parabéns!
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