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| Fonte: http://turismoadaptado.wordpress.com/ |
Em dias de mente vazia a imaginação parece desafiar qualquer lei da física que impeça nossa pobre matéria de levitar. Os pensamentos se inflam, viajam quilômetros e quilômetros por terras desconhecidas até encontrarem o conforto de uma ideia acolhedora. Pensamentos que vêm e vão embalados por sentimentos iguais àqueles que descobrimos quando criança ao ouvirmos uma boa história.
E é exatamente em meio a uma ‘viagem’ como essa que, à vezes, eu me flagro questionando por que pessoas gostam tanto de viajar. É um tal de arrumar mala, organizar finanças, um corre-corre para chegar ao aeroporto ou rodoviária, filas infindáveis para conseguir visitar um local onde você não conhece nada, ninguém te conhece, muitas vezes um local que ninguém fala sua língua e por ai vai, só para ver algo que te disseram que era bonito ou legal. Resultado: uma mente em colapso.
Mas nos apeguemos à bonança que se aproxima. É em meio a essa confusão de ideias que eu me lembro das viagens que fiz e respondo aos porquês com um sorriso nos lábios e um alívio no peito: liberdade. Liberdade de decidir, liberdade de conhecer. Liberdade de ver, de experimentar, de gostar ou não, de fugir. Liberdade de me provar, de conhecer os meus limites. Liberdade para ser livre.
Limitações fazem parte do dia a dia e vivemos aprendendo a lidar com elas. Um chefe chato no trabalho, um aeroporto lotado, uma condição de saúde que requer mais atenção, mobilidade reduzida, uma deficiência. Todos nós estamos presos às nossas próprias amarras, iluminados pelo desejo de um momento em que possamos nos sentir libertos, mesmo que de forma temporária. E nesse meio tempo queremos ver o mundo, queremos fazer parte dele, queremos fazer do nosso jeito aquilo que sempre pensamos estar destinado ao outro.
Já dizia o poeta português Fernando Pessoa, “A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos”. Vontade é a palavra-chave capaz de mudar os conceitos que estacionam sobre nós. É ela que faz um surdo ouvir, um cego ver ou um deficiente intelectual aprender mais e mais. É ela que faz um cadeirante querer correr o mundo com suas próprias rodas, colecionando quilômetros e histórias em museus ou parques, no campo ou na praia, em cima ou embaixo d’água.
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| Fonte: http://www.viajandoblog.com/ |
No entanto, por mais que o mundo se travista de vontade, todos os caminhos continuam levando a Roma. Consciência é palavra de ordem, acessibilidade é palavra de ação. Informação, lazer, cultura e conhecimentos são para todos, independentemente das fronteiras que a vida nos impõe, sejam elas temporárias ou permanentes.
Acessibilidade é inclusão. É garantir o ir e o vir com segurança e autonomia para qualquer lugar que o destino nos revele. É não nos vermos destacados por aquilo que não podemos fazer e sim pelo que fazemos. Acessibilidade é existir na plenitude da nossa essência viajante, é poder aproveitar as cidades e o que elas têm para oferecer, é simplesmente um direito de todos. Pratique essa ideia, pratique Tour sem Fronteiras.








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